Recomeçar a leitura em janeiro: sem apagar quem fui como leitora




Janeiro costuma vir carregado de promessas: novas metas, novas listas, novos hábitos.

Na leitura, isso quase sempre vira pressão. Ler mais. Ler melhor. Ler “o que importa”.

Este ano, escolhi outro caminho.

Recomeçar não significa apagar quem eu fui como leitora. As leituras abandonadas, os livros medianos, as fases de excesso e as de cansaço também fazem parte do percurso. Fingir que isso não existiu não torna a experiência mais bonita, apenas menos honesta. 

A leitura não é linha reta.

Ela acompanha nossos ritmos, nossos limites e até nossas pausas.

Pensar assim mudou a forma como encaro este início de ano. Inclusive a decisão de participar novamente do Desafio Literário Livreando 2026, sem transformar leitura em cobrança ou desempenho, um tema que vou detalhar em um proximo post aqui no blog.

Janeiro, para mim, é um convite a continuar — não a recomeçar do zero.

Seguir lendo com mais consciência, menos cobrança e mais escuta do que realmente faz sentido agora.

Esse mesmo olhar aparecerá nas leituras que estou considerando para este ano, reunidas em uma lista sem metas irreais para 2026, que também será publicada por aqui.

Recomeçar, às vezes, é só seguir em frente com mais honestidade.


Se você também repensa sua forma de ler no começo do ano, talvez goste de acompanhar como essa reflexão se desdobrar ao longo de 2026 neste espaço.

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